literatura infatil e juvenil de santa catarina

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Flávio José Cardozo
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por Sabrina Francisco
Bolsista voluntária – Acadêmica do Curso de Pedagogia (UFSC)
(2012)
e Eliane Debus
professora MEN/CED/UFSC
2012



Flávio José Cardozo nasceu em Lauro Müller (SC), em 1938, morou em vários municípios de Santa Catarina e em Porto Alegre (RS), mas foi em Florianópolis que fez morada. Frequentou o curso de Jornalismo na PUC-RS, trabalhando, nesse período, no Departamento Editorial da Editora Globo, de Porto Alegre. Em Santa Catarina, foi diretor da Imprensa Oficial do Estado e da Fundação Catarinense de Cultura. Sua produção literária tem início com a publicação do livro de contos:

* Singradura (1970). No mesmo gênero publicou: 

* Zélica e Outros (1978); 

* Longínquas Baleias (1986); e 

* Guatá (2005). 

No gênero crônica publicou: 

* Água do pote (1982);  

* Sobre sete viventes (1985);

* Beco da lamparina (1987);

* Sofá na rua (1988);

* Tiroteio depois do filme (1989);

* Senhora do meu Desterro (1991);

* Trololó para flauta e cavaquinho (em parceria com o escritor Silveira de Souza, 1999);

* Duas violas arteiras (em parceria com Sérgio da Costa Ramos, 2008). 

Com Salim Miguel e Silveira de Souza organizou as coletâneas Este mar catarina; Este humor catarina; e Este amor catarina.

Vale lembrar o seu papel como responsável pela tradução para o português, na década de 1960, da obra de Jorge Luiz Borges, como destacam Marlova Gonsales Aseff e Andréa Cesco (2005):

Poucos sabem, mas devemos ao escritor catarinense Flávio José Cardozo a primeira iniciativa de verter a obra do argentino Jorge Luis Borges para o português. Foi no final da década de 60, quando Cardozo e a jornalista Cremilda de Araújo Medina trabalhavam no departamento editorial da Editora Globo de Porto Alegre. Admiradores da literatura de Borges, sugeriram sua publicação à direção da casa. Depois de um‘trabalho de persuasão’, levado a cabo por ambos, a Globo providenciou a compra dos direitos de Ficciones e, logo depois, de El Aleph. 

Mas seu papel não ficou restrito ao do convencimento da versão para o português; se coube a Carlos Nejar a tradução do primeiro, coube ao catarinense a do segundo. 

O livro de crônicas Uns Papéis que Voam (2003) tem alcançado o público juvenil e vem sendo muito utilizado nas escolas, nos anos finais do ensino fundamental. Para o público infantil, publicou O Tesouro da Serra do Bem-bem, (2004), livro que o leva mais intensivamente às escolas e a estabelecer um diálogo com os pequenos leitores. 


Referências:

ASEFF, Marlova Gonsales; CESCO, Andréa. Entrevista com Flávio José Cardozo. Fragmentos, números 28/29, p. 189/194 Florianópolis/ jan - dez/ 2005 (2005).


BIBLIOGRAFIA