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A Formiga solitária
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RESENHA

Por Viviane de Carvalho
Graduação em Pedagogia e Letras-Espanhol. Pós-Graduação em Práticas Pedagógicas Interdisciplinares em Gestão, Supervisão e Orientação Educacional.
Professora dos Anos Iniciais – CA/UFSC.
2015

A Formiga Solitária, de Aldemir Guimarães, com ilustrações de De Luna, é uma fábula que tem como cenário a Floresta Amazônica e retrata a vida em sociedade pelas formigas Saúvas, representadas pela comandante Ulisseia e pela operária Brasileia, que gostava de cuidar da floresta e dos alimentos dos outros.

O livro infantojuvenil retrata o comportamento das formigas e o processo que fazem no verão para abastecerem o depósito em busca de alimentos para o inverno. Esse processo em busca do alimento faz com que o leitor perceba a vida em sociedade das formigas, a preservação e o combate à extinção de árvores frutíferas. 

Em uma das caminhadas a procura de alimentos, a formiga Brasileia promoveu, perante as demais colegas, uma manifestação contra a rotina de só desfolharem árvores sem o cuidado de verificar se são frutíferas ou não. Muito comprometida com a causa ambiental, ela exerceu sua cidadania e sensibilizou o grupo para o cuidado com a Floresta e os alimentos que poderão servir a si e aos outros. Ainda no trajeto, o grupo se deparou com uma grande árvore. A comandante do grupo, Ulisseia, parou a tropa e sensibilizada pelo discurso em prol da natureza perguntou a operária Brasileia se aquela grande árvore era frutífera. Ela disse que sim e relatou ao grupo a importância daquela árvore, um castanheiro-do-pará. Destacou para as demais que a indústria utilizava suas sementes para produzir novos alimentos. Passado um tempo, as formigas voltaram à rotina fazendo o mesmo caminho em busca de alimentos e perceberam que havia algo errado na paisagem: encontraram um enorme toco de árvore cortado junto à raiz, notaram que o caminho era o mesmo, porém aquele grande castanheiro-do-pará que tinham protegido no último verão, tinha sido derrubado por motosserras. Brasileia sentiu a fraqueza da solidão com a derrubada daquela grande árvore e pensou que não poderia deixar para trás toda a sua preocupação com a alimentação e a preservação do meio ambiente, decidiu, então, continuar e aumentar a luta pela preservação da floresta.

Ao final do livro, as formigas, por meio das atitudes de Brasileia, formam grupos para procurarem sementes de castanheiro-do-pará para plantarem em áreas desmatadas da região, conseguindo, assim, plantá-la.

Desse modo, as grandiosas formigas saúvas passam a mensagem da importância do reflorestamento de espécies nativas para o sustento da população da região amazônica, mostrando aos leitores o valor do trabalho realizado por elas.

GUIMARÃES, Aldemir. A Formiga solitária. Ilustração de De Luna. Rio de Janeiro: Quártica Premium, 2009.


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