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Coleção Bullying na escola
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RESENHA

Por Simoni Conceição Rodrigues Claudino
Professora de Educação Infantil – PMF/SC
Mestranda em Educação – UFSC
2015

A coleção Bullying na escola, da Blu Editora, possui 20 títulos com textos escritos por Cristina Klein e ilustrações de Solange Janette Passos Reetz. Os livros desta coleção têm histórias contadas em 16 páginas e em cada uma delas há um aluno que se torna o personagem principal, que se relaciona com diferentes alunos, pais, professores e diretores. As histórias são apresentadas por um narrador, e quando há fala de algum personagem, ela aparece entre aspas. Os livros possuem ficha catalográfica, apresentam na capa inicial um destaque para a temática abordada; na capa final trazem uma resenha da história, a imagem dos demais títulos da coleção e informações sobre o bullying apresentado. Não há biografia do escritor nos livros e nem da ilustradora. Nos 20 títulos há um de orientação aos pais e professores.

Os títulos da coleção são:

·  Bullying na escola: bater é malvadeza

·  Bullying na escola: amizade não tem cor

·  Bullying na escola: também quero brincar!

·  Bullying na escola: medo de gaguejar

·  Bullying na escola: meu material está sumindo!

·  Bullying na escola: todo mundo tem sotaque

·  Bullying na escola: verdade ou mentira?

·  Bullying na escola: quem zomba tem inveja

·  Bullying na escola: livre para seguir sua crença

·  Bullying na escola: defeito mesmo é desrespeito

·  Bullying na escola: por trás da maldade virtual

·  Bullying na escola: ver a todos com bons olhos

·  Bullying na escola: quando a covardia pesa muito mais

·  Bullying na escola: a riqueza que o dinheiro não compra

·  Bullying na escola: voando sim, mas em direção ao futuro

·  Bullying na escola: preciso de ajuda!

·  Bullying na escola: forte para vencer na vida

·  Bullying na escola: piolho não escolhe cabeça

·  Bullying na escola: tamanho não é documento

·  Bullying na escola: orientação aos pais e professores

Desse modo, segue a resenha dos livros:

Bullying na escola: bater é malvadeza – Leo de um dia para outro começou a apanhar de alguns amigos na saída da escola: pontapés, beliscão, puxão de cabelo, socos... Em casa Leo dizia que tinha caído. Um dia Léo contou para o pai sobre as brigas e os dois foram na escola falar com a diretora. Os “valentões” e seus pais foram chamados e Leo voltou a brincar, estudar e ir feliz para a escola.

Bullying na escola: amizade não tem cor – Antonio ganhou uma bolsa de estudos e mudou de escola. Em seu primeiro dia de aula estava feliz. Antonio era o único negro da sala, e as crianças diziam piadinhas e riam dele. Um dia a professora o viu triste no corredor e ele contou o que estava acontecendo. As crianças e seus pais foram chamados para conversar, e Antonio agora pode estudar e brincar sem ser incomodado.

Bullying na escola: também quero brincar! – Aninha estava eufórica em seu primeiro dia de aula, mas não conseguiu brincar com ninguém no recreio. Dias se passaram e ela era sempre excluída. Um dia pediu à mãe que a tirasse da escola e contou a sua história. Juntas conversaram com a professora e a situação de Aninha foi melhorando.

Bullying na escola: medo de gaguejar – Bernardo tinha gagueira. Era esforçado e no segundo ano as aulas de leitura começaram. Como ele gaguejava nas palavras difíceis, muitos colegas riam dele. Então, todos os dias no recreio Bernardo ouvia piadinhas dos colegas sobre a sua gagueira. Um dia Bernardo falou na sala para a professora o que estava acontecendo. Ela conversou com a turma e a situação melhorou.

Bullying na escola: meu material está sumindo! – Elias era um menino tímido, tinha a voz baixa e estava sempre cabisbaixo. Um dia percebeu que seu material havia sumindo e que seus colegas estavam usando. Ele tentou pedir de volta, mas não conseguiu. Elias contou sobre os roubos a seus pais, e os três meninos que faziam isso tiveram que devolver tudo, e ainda foram suspensos.

Bullying na escola: todo mundo tem sotaque – Edna acabara de se mudar, ela era muito falante e alegre, mas estranhou as risadas dos colegas na escola sempre que conversava com eles. Como vinha de outra região do país, seu jeito de falar era diferente e isso começou a ser motivo de piadas entre alguns colegas. O problema foi resolvido quando Edna conversou com a mãe. Assim, a direção da escola foi avisada do que estava acontecendo e os alunos foram chamados para conversar.

Bullying na escola: verdade ou mentira? – Verônica era boa aluna, amiga e muito bonita. Por inveja mentiras foram espalhadas a seu respeito e todos acabaram se afastando dela. A menina não queria mais ir pra escola e acabou contando aos pais sobre as mentiras. Os três foram na escola e a diretora reuniu no pátio todos os alunos para conversar. Tudo voltou a ser como antes.

Bullying na escola: quem zomba tem inveja – Ivo era estudioso e bom amigo. Três meninos invejosos começaram a perturbá-lo com apelidos. Por isso, ele começou a tirar notas baixas, porém um dia resolveu contar aos pais o que estava acontecendo. Eles conversaram com a orientadora pedagógica e a professora. Os três meninos foram punidos e Ivo voltou a ser feliz na escola.

Bullying na escola: livre para seguir sua crença – Salma pertencia a uma família árabe e usava roupas diferentes, o que chamava a atenção de todos. A professora explicou à turma o porquê das roupas diferentes, mas mesmo assim algumas crianças implicavam com a menina e ameaçavam bater em quem conversasse com ela. Então, Salma resolveu conversar aos pais, que foram à direção da escola, que chamou as crianças para conversar e o problema foi resolvido.

Bullying na escola: defeito mesmo é desrespeito – Fernando nasceu sem a mão esquerda. Era um menino inteligente e com muitos amigos. Porém, um grupo de alunos não conversava com ele e o chamavam de “sem dedos”. Fernando conversou com a mãe, que falou com a professora. Os meninos foram para a sala do diretor, levaram um sermão e pararam de incomodar Fernando.

Bullying na escola: por trás da maldade virtual – Lara era uma menina simpática e estudiosa, mas começou a perceber que na escola lhe tratavam mal sem nenhum motivo. Numa tarde Lara entrou numa sala de bate-papo na internet e ficou surpresa com tanta coisa que escreviam a seu respeito. A menina contou a história para os pais, que foram à escola. Na escola, os alunos foram alertados que ofensas na internet também são formas de agressão. Os comentários na internet pararam e tudo ficou bem.

Bullying na escola: ver a todos com bons olhos – Lisa gostava muito de ler. Ela usava óculos e isso causou o afastamento de alguns colegas. Ela até tentou tirar os óculos, mas precisava deles. Passado um tempo, Lisa contou sua história aos pais, que imediatamente foram conversar com a direção e a professora. Após uma conversa da professora com toda a turma, tudo ficou melhor.

Bullying na escola: quando a covardia pesa muito mais – Tiago era gordinho, e seu peso era motivo de deboche na escola. Além dos deboches, vieram apelidos, empurrões e socos. Até que ele revidou e também bateu num dos meninos que o batia. Nesse dia, Tiago contou aos pais sobre as brigas, e os três foram falar com o diretor. Os “valentões” foram suspensos e Tiago não tem mais medo de apanhar.

Bullying na escola: a riqueza que o dinheiro não compra – Flávia estava indo para o quarto ano e tudo era novo: a escola, os colegas, a professora. Na turma de Flávia havia duas meninas que implicavam com gente mais pobre. Elas riam dos sapatos de Flávia, de sua mochila e faziam piadas da menina. Um dia a professora formou grupos de trabalho e Flávia ficou com as duas meninas. Elas ameaçaram bater em Flávia, caso ela não saísse do grupo. Ela contou tudo à professora, que deu uma bronca nas duas. Assim, as meninas não implicaram com mais ninguém.

Bullying na escola: voando sim, mas em direção ao futuro – Bruno era alegre e adorava pipas. Sonhava em ser piloto de avião. Um dia sua mãe levou-o ao barbeiro e este cortou seu cabelo bem curtinho e suas orelhas apareceram. Elas eram grandes e os amigos deram apelidos. Um dia, em casa o menino contou à mãe sobre as piadas que estava sofrendo, e esta foi conversar com a professora do menino. Ela conversou com a turma e tudo melhorou.

Bullying na escola: preciso de ajuda! – Miguel era um menino quieto e tímido. Alguns colegas começaram a chamá-lo de esquisito e riam dele. Porém ele começou a apanhar no recreio e na saída da escola.Um dia, ele foi à sala dos professores e contou o que estava acontecendo. Os meninos malvados foram chamados à direção e receberam suspensão.

Bullying na escola: forte para vencer na vida – Silvio tinha problemas de saúde e muitas coisas ele não podia ou conseguia fazer. Como era magro, os colegas faziam piadas em relação a seu corpo. Um dia ele foi amarrado numa árvore por alguns colegas para não “sair voando”. Ele saiu dali e foi direto para casa, contou tudo à mãe e os dois voltaram à escola. A classe levou um sermão e quem amarrou o menino foi suspenso. Nunca mais ele ouviu piadas sobre sua magreza.

Bullying na escola: piolho não escolhe cabeça – Lia era alegre e tinha muitos amigos. Um dia começou a coçar a cabeça e se lembrou das aulas sobre piolho. Ao chegar em casa contou para sua mãe. Lia cortou os cabelos e sua mãe limpou toda a sua cabeça. Na escola os colegas riram de seu cabelo e começaram a chamá-la de piolhenta por cinco dias, até que ela contou tudo à sua mãe. A mãe foi à escola e a professora conseguiu acabar com os apelidos na escola. Lia percebeu que é importante conversar com os pais e professores sobre seus problemas.

Bullying na escola: tamanho não é documento – Liana tinha oito anos e era bem baixinha. Duas meninas novas na sua sala começaram a rir de seu tamanho e incentivaram a turma a tirá-la do basquete, dizendo que ela era “tampinha”. Liana contou ao pai sobre o apelido e sobre os amigos perdidos. A professora ficou sabendo de tudo e deu uma bronca nas duas meninas. E tudo ficou em paz, na escola e no basquete.

Bullying na escola: orientação aos pais e professores – este livro traz informações como: a origem do termo e sua definição; os tipos de bullying; uma lista de possíveis razões para a prática do bullying; o porquê das vítimas demorarem a contar da agressão que sofrem aos pais; o como identificar os sinais de bullying; as características do agressor e o como agir com ele; as ações para diminuir ou eliminar o bullying dentro da escola.

KLEIN, Cristina. Bullying na escola. Ilustração de Solange Janette Passos Reetz. Blumenau: Blu, 2011.


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