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Crônica de Gatos
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RESENHA

por Maria de Fátima Tonin Lunardi
Mestre em Educação/Pesquisadora/Colaboradora
2012

Crônica de gatos é o primeiro título para infância de Rubens da Cunha. Com ilustrações de Regina Marcis, elaboradas com esmero por meio da técnica de fotocolagem, a escrita vai dialogando com a imagem: construindo uma relação entre humanos, livros e animais - um dia azul. Escrito em primeira pessoa, a narrativa tem início com a chegada de um gato na vida do narrador, e, junto com ele, vem o medo e a incerteza de estar criando e crescendo com algo vivo. 

O gato escolhe e se aninha na estante de livros, transformando-a na sua casa. Era um gato leitor, apesar de nunca abrir um livro, ele apenas ronronava e saboreava as palavras que saíam do livro e entravam no seu corpo. O narrador agora comprava livros para o gato, e eles liam juntos, um mergulhado nas palavras e outro deitado sobre o livro. Após um ano de encontros com a leitura, o gato morreu. 

Passado algum tempo alguém, na tentativa de completude, dá outro gato ao narrador que espera que o novo bichano seja igual ao anterior, mas todos somos diferentes, inclusive os gatos. O bichano desconheceu os livros e, sem cerimônia, adonou-se do sofá. Numa tentativa de aproximação, o narrador começa a ler perto do bichano, talvez para influenciá-lo, mas ocorre o inusitado, ele começa a desfolhear o narrador e, desde então, ele sempre é desfolheado, lido e traduzido na língua dos gatos.


CUNHA, Rubens da. Crônica de gatos. Il. Regina Marcis. Jaraguá do Sul: Design Editora, 2010. 24 p. 


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