literatura infatil e juvenil de santa catarina

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Florianópolis, a capital em uma ilha
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RESENHA

Por Terezinha Fernandes Martins de Souza
Professora Titular - UFMT/DEOE/NEAD
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação – PPGE/UFSC
2013

Florianópolis, a capital em uma ilha é de autoria de Cristina Santos, com ilustrações de Alexandre Viana, publicado pela editora Cortez, em 2011, faz parte da Coleção Nossa Capital: Florianópolis, é classificado, editoramente, como literatura infantojuvenil, do gênero prosa.

A apresentação do livro é agradável, há equilíbrio entre ilustrações e textos, está organizado em 32 páginas. A narrativa tem início após a folha de rosto e, ao término, se encontram as biografias (autora e ilustrador), ficha catalográfica e informações sobre Florianópolis, que, por sua beleza, foi outrora chamado por navegadores “Jardim do Brasil”.

A narrativa é desenvolvida em primeira pessoa; é a própria ilha de Florianópolis que conta sua história e, ao mesmo tempo, é a sua protagonista. O enredo é marcado por acontecimentos que ganham vida nas páginas iniciadas com letra capitular.

Em busca da história encrustada na mata atlântica, nas restingas, nas dunas e nos manguezais da ilha, a autora remonta descobertas arqueológicas de quatro mil e quinhentos anos, em busca de pistas de quem foram os habitantes que nela deixaram inscrições rupestres, artefatos de pedra e adornos em formatos de animais. Em seguida, relata a chegada dos índios Guaranis e o primeiro nome dado à ilha “Meimbique - montanha ao longo do mar”, cruzando pela passagem de navegadores, bandeirantes, piratas, espanhóis e portugueses que reivindicavam o poder sobre a ilha e a ela atribuíram outros nomes (Ilha dos Patos, Baía de Los Perdidos, Ilha de Santa Catarina, Nossa Senhora do Desterro, Vila Nossa Senhora do Desterro, Vila do Desterro, Desterro e Florianópolis) até a chegada das famílias vindas do arquipélago dos Açores.

No entremeio, a autora descreve sobre os ciclos econômicos: com a etnia indígena Guarani - cultivo da mandioca, uso da argila para confecção de utensílios domésticos, uso do garapuvu para fabricar canoas; com as famílias açorianas - engenhos para produção de aguardente e açúcar, a pesca artesanal com rede de arrasto e tarrafa (que aprenderam com os indígenas), as armações para extração de óleo de baleia para uso na iluminação e na construção de casas, plantio de algodão e a renda de bilros; e com a chegada de novos imigrantes no período republicado e a construção da Ponte Hercílio Luz as mudanças impulsionaram todos a economia, com destaque ao turismo, contribuindo para o desenvolvimento social, político e econômico da Ilha que conhecemos hoje.

A leitura do livro é um delicioso convite a fazer uma incursão pela história da ilha de Florianópolis.

SANTOS, Cristina. Florianópolis, a capital em uma ilha. IlAlexandre Viana São Paulo: Cortez, 2011.


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