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Naufragados
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RESENHA

Por Luana Madaloni da Silva
Acadêmica do Curso de Pedagogia/UFSC
Bolsista PIBIC 2010/2011
Eliane Debus
Professora MEN/PPGE/CED/UFSC
2013

O livro Naufragados, de Patrícia Carpes é composto de 15 capítulos que levam o leitor a se aventurar pela magia da Praia dos Naufragados, localizada em Florianópolis, extremo do sul da Ilha. Compõem sua estrutura dois paratextos localizadores, um se constitui de mapas (Brasil, Santa Catarina, Florianópolis), outro se refere a informações históricas sobre o Forte Marechal Moura de Naufragados.

Pelas mãos dos personagens Gabriel, guia turístico do local, e dos turistas Bia e Silas, de Lages/SC; Gilvana e Lucas, de São José dos Campos, interior de São Paulo; e Martha, natural de Brasília, vamos conhecendo a praia que encanta muitos turistas que visitam Santa Catarina.

Os seis estudantes se conhecem e, em pouco tempo de aventura, tornaram-se grandes amigos. Com a ajuda do guia Gabriel, que conhecia muito bem o local, eles foram conhecendo a praia paradisíaca, os moradores locais e a história daquele belo lugar que os conquistava a cada passo.

Na trilha, Gabriel contou aos novos amigos a história do nome do local. Ali, no ano de 1515, o navegador espanhol Juan Dias de Sollis naufragou sua Capitânia, mesmo lugar onde, depois, muitos outros também naufragaram por causa do banco de areia que ali existia. Por consequência, o nome do local ficou Naufragados. Depois de ouvir a história, os meninos continuaram sua caminhada e encontraram Dona Maria, uma moradora que fazia benzeduras com ervas. Ela os convidou para um café no final da tarde, em sua casa, e os amigos aceitaram.

No percurso pela praia, o grupo chegou ao Farol, muito visitado pelos turistas. Lá Gabriel narrou a história de Lavínia, o fantasma que mora no Farol; uma jovem que se jogou ao mar depois que seu amado desapareceu nas águas devido a uma grande tempestade. Dizem que Lavínia o viu acenando em seu barco, e foi embora com ele. Depois, ninguém nunca mais os viu e nem acharam seus corpos: a lenda permanece.

Com o mistério do Farol em seus pensamentos, eles continuaram a conhecer a praia. Gabriel os levou à casa de seu Zezo, o olheiro de tainha; lá almoçaram e ouviram mais causos de Naufragados. Quando se despediram de seu Zezo se lembraram da visita à Dona Maria e lá foram. Dona Maria fazia rendas de bilros e, quando lá chegaram, ela os ensinou a manusear os bilros, fez um café delicioso e também contou histórias sobre Bruxas.

Ao final do dia, foram se encontrar com Zezinho, pai de Gabriel, que levaria os turistas de volta. Os novos amigos despediram-se, trocaram números de telefone e e-mails e prometeram voltar a se encontrar outras vezes.

Neste livro, podemos conhecer a praia de Naufragados e, de uma forma mais íntima, nos aproximar de suas lendas, histórias e causos de moradores locais.

CARPES, Patrícia. Naufragados. Il. Eduardo Oliveira. Florianópolis: Cuca Fresca, 2011. 


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