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O Menino e a Caboré
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RESENHA

Por Larissa Goedert Cabral
Acadêmica do Curso de Pedagogia/UFSC
Bolsista PET- Pedagogia
2013

O livro O Menino e a Caboré, de Francisco Mibielli e Silvio Wonsovicz, traz para o leitor uma emocionante aventura, que é retratada na ilha, conhecida como Desterro. A narrativa apresenta a história de um menino apelidado de Bocão, porque chorava muito. Ele era solitário e não tinha amigos, apenas um cachorro que já estava tão velho, que nada fazia, apenas comia e dormia.

O menino tinha uma vida pacata, ia todos os dias sozinho para a escola, com seus olhos arregalados, seguindo uma trilha durante a madrugada, na escuridão. Após um dia de muito vento e chuva, ele foi a caminho da escola quando, de repente, avistou uma poça de água e nela um pássaro que, a princípio, parecia morto, mas logo percebeu que ainda estava vivo, pois a ave começou a abrir o bico. Resolveu, então, cuidar dele; alimentava-o todos os dias, e foi assim que surgiu um sentimento entre o pássaro e o garotinho. Aos poucos, o pássaro foi crescendo e os dois ficaram cada vez mais amigos.

Certo dia aquele pássaro, que até então não voava e nem piava, fez um ato heroico para a mãe do menino, devorou um camundongo que apareceu, de surpresa, dentro da casa. Todos acharam aquilo fascinante, pois pássaros comuns não comem camundongos, e foi assim que descobriram que ele não era um pássaro comum, que era uma Coruja. O menino, então, que antes andava sozinho, agora tinha uma companhia de todos os dias: uma corujinha, também conhecida como Caboré.

Com a amizade da corujinha, Bocão começou a se sentir mais feliz, se enturmou com os outros alunos e colegas, e ia todos os dias para escola pensando que quando voltasse teria alguém esperando-o em casa. O pai do garoto gostava muito de caçar e, certo dia, convidou Bocão para ir com ele; o menino não hesitou e foi com o pai. Caçaram durante longas horas, quando já estavam com um saco cheio de caças, retornaram, e foi na volta para casa que o menino precisou parar para amarrar seus sapatos e se perdeu do pai, naquela mata fechada e com o dia já escurecendo.

O menino sentiu medo, mas sabia que em algum momento seu pai iria encontrá-lo. E não estava errado, junto com alguns amigos, o pai saiu a procura do menino. Foram horas de procura e nada, até que o menino sentiu mais que ouviu um barulho estranho, um ruído vindo em sua direção, foi quando percebeu que se tratava de sua coruja, ela, muito esperta, direcionou-o até onde se encontravam seu pai e os amigos.

A relação entre O menino e a Caboré se fortaleceu ainda mais depois do salvamento. O ato ficou conhecido por todos da cidade, até os colegas que o chamavam de Bocão resolveram mudar seu apelido, como ele não chorava mais passaram a chamá-lo por Corujinha.

MIBIELLI, Francisco & WONSOVICZ, Silvio. O menino e a Caboré. Florianópolis: Sophos, 2002.


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