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Os Regadores de Livros
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RESENHA

por Eliane Debus
Professora MEN/PPGE/CED - UFSC
2012

Os regadores de livros, de Juliana Dalla é um hino de amor à leitura; um afago nas relações entre a leitura e o leitor, bem como os modos de ler e seus protocolos. Escrito de forma simples e singela, a narrativa, por certo, seduz o leitor para a arte de ler.

A narrativa tem seu desenvolvimento quando a menina Maitê recebe de presente um livro. O objeto causa estranhamento, não era como os presentes de costume (boneca, quebra-cabeça), aqueles já eram conhecidos e, por serem conhecidos, ela já sabia o que fazer. No entanto, com o novo presente, a menina não sabia como se divertir com o presente e recorreu ao auxílio do livreiro da esquina, pois ele poderia lhe explicar como se divertir com palavras, como entender “as traquinagens de um livro”.

O conselho do livreiro foi inusitado para a menina: “- Regue, menina! Regue sempre!” A partir desse mote, o livro se desenrola pela metáfora germinativa: o leitor, com a sua imaginação, rega as palavras e dá vida ao “livro-sementes”, que se metamorfoseiam-se em vários “livros-plantas”, “ afinal, nenhum regador rega igual”.

Os protocolos de leitura: todos os lugares são possíveis para regar livros, basta a imaginação correr solta, e Maitê aprende isso. 

O livro encerra com o convite para o leitor fazer o mesmo: “E a História de Maitê, o que brotou para você?” 


DALLA, Juliana. Os regadores de livros. Il. Valéria Paes. Porto Alegre: 8Inverso, 2011.


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