literatura infatil e juvenil de santa catarina

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados.
magna.art.br

Dani Garcia
VOLTAR

Por Tatiana Rosa dos Santos
Mestre em Poéticas Visuais – CEART/UDESC
2013

Danielle Heidenreich Garcia, ou apenas Dani Garcia, nasceu na cidade de Florianópolis (SC), em 1974, mas mora há 18 anos em Balneário Piçarras (SC). Em sua infância, Dani brincava, sobretudo, ao ar livre, sempre em contato com a natureza, seja em Itajaí ou nas férias quando vinha para o Ribeirão da Ilha em Florianópolis. Esse contato com a natureza pode explicar o engajamento da escritora na preservação do meio-ambiente, através da criação de seu personagem mais conhecido, Zé Filé. A escola foi o lugar em que Dani encontrou-se com os livros, mas o gosto mesmo pela literatura veio mais tarde, na adolescência, quando começou a escrever suas próprias poesias e participar de concursos na escola e na cidade.


Formada em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali, em 1997, atua na sua área de formação como editora e repórter do semanário Jornal do Comércio. Além dessa atividade, é integrante da Associação Amigos da Arte e da Cultura - AMARK, e presta serviço voluntário nas diretorias da Apae, da Associação Terapêutica Sítio Caminho Novo e da Associação de Pais e Professores da Escola Monteiro Lobato

A escritora, também mãe dedicada, participa ativamente da APP da escola de seus filhos, e foi a partir do projeto Escola Sustentável que ela desenvolveu o personagem Zé Filé. “Ele era um cachorro de rua, que realmente vivia na frente da escola... Pensei, ‘todo projeto pra criança tem que ter um mascote’. E o cachorro me pareceu uma ideia legal. Inventei um nome pra ele e a primeira história. As crianças e os professores gostaram, se identificaram tanto, que mandaram as crianças desenhar a história, trabalharam de várias formas”*.

Dani Garcia ainda incentiva novos talentos, como é o caso de Guilherme Roemers, um ilustrador de apenas 12 anos que criou a ilustração oficial do Zé Filé. Atualmente, a escritora faz, também, visitas em escolas, levando o mascote a fim de difundir a preservação da natureza e também incentivar as crianças à leitura e a criação: “Faço visitas às escolas e entidades com meus livros, apoio projetos de leitura nas praças e a troca de armas de brinquedo por livros. Acho que o escritor infantil deve ter essa missão de aproximar a criança da leitura, do autor”*.

Todos os seus livros são produção independente, mas Dani ressalta que, apesar da facilidade em se fazer uma produção mais caseira, é necessário mais incentivo e projetos culturais na área.

*Relatos da escritora, em entrevista concedida à Tatiana Rosa, via email em 07/08/2013


BIBLIOGRAFIA