literatura infatil e juvenil de santa catarina

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Werner Zotz
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por Eliane Debus
Doutora em Teoria da Literatura - UFSC
2012

Werner Zotz nasceu em 1947 na cidade catarinense de Indaial, passando a infância, no Planalto Norte, na cidade de Rio Negrinho. No estado do Paraná fez seus estudos, viveu também no Rio de Janeiro e São Paulo, e, desde 1987, reside em Florianópolis. Sua produção está estreitamente vinculada ao público juvenil, fazendo parte da geração de escritores que, a partir de 1970, dá uma nova condição de escrita a esse gênero, valorizando os aspectos da linguagem e o papel do leitor.


O escritor, há muito, atravessou as fronteiras territoriais com seus livros de recepção juvenil, livros fotográficos, relatos de viagens, entre outras narrativas, alcançando leitores de todas as gentes. Vem, há alguns anos, também exercendo o árduo ofício de editor - num país de poucos leitores, ou melhor, onde os livros ainda são objetos de luxo -, através da editora Letras Brasileiras, no mercado, já se vão bons dez anos, produzindo revistas, guias e livros fotográficos de viagem e turismo. Sob a batuta do experiente escritor, a editora iniciou, em 2005, a publicação de livros infantis e juvenis, primeiramente com a reedição de oito de seus títulos, até então publicados pela editora Nórdica.

Autor do romance:

* Semeadura (1979); do livro sobre aspectos do seu fazer literário e da importância da literatura infantil e juvenil, em parceria com Sueli Cagneti, 

* Livro que te quero livre (1986); do livro informativo 

* Gente Catarina. Origens & raízes. (2002); dos livros de viagens/fotografia:

* Iguaçu, parque e cataratas (2000), Joinville, cidade das flores (2000), Rio de Janeiro, cidade maravilhosa (2001), Itajaí, porto de encantos (2002), SC: retratos, gente e paisagens (2004), Aventura no Rio Amazonas: viagem fantástica do Marajó a Tabatinga (2005), Santa Catarina: visões do céu (2006).

Sem sombra de dúvidas, sua produção se concentra no público juvenil, com os títulos:

* Turuna (1967);

* Balão de Cor (1967);

* Elisa (1968); e 

* Ciranda de Barquinhos (1968),  que constituem os seus primeiros trabalhos, “todos esgotados e considerados pelo autor como ‘fora de circulação’” (COELHO, 1995). Seguem, então, os títulos:

* Barco branco em mar azul (1978);

* Apenas um curumim (1979), que recebeu diversos prêmios entre eles: Fernando Chinaglia (1979), Monteiro Lobato (1981), Brasília de literatura (1982), Melhor Publicação Latino Americana para Jovens (1987);  E foi leitura obrigatória do vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), 2006;

* Mamãe é mulher do papai e outras histórias (1983);

* Não-me-toque em pé de Guerra (1982), recebeu o Selo de Altamente Recomendável para Jovens, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ/1985);

* Rio Liberdade (1984), conquistou o Prêmio Mirlos Blancos de Melhor Publicação Internacional do Ano para Jovens, 1985, na Feira de Bolonha (Itália), concedido pela Unesco e Selo de Altamente Recomendável para Jovens da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ/1985);

* Garnisé gabola acabou gabiru (1986); 

* Presente de um Domingo Chuvoso (1992);

* Aventura no Fim do Mundo (2004), recebeu Selo de Altamente Recomendável para Jovens, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ/2004).

Pelo conjunto de sua obra, lhe foi conferido, em 2007, o Prêmio Othon Gama d'Eça. Premiação concedida anualmente pela Academia Catarinense de Letras (ACL). 

Para o público juvenil também traduziu/adaptou os seguintes títulos:

Moby Dick, de Hermann Melville (1985), Robinson Crusoé, de Daniel Defoe (1986) e As Minas do Rei Salomão, de H. Rider Haggard (1987).


Referência

COELHO, Nelly Novaes. Dicionário Crítico da literatura Infantil e Juvenil Brasileira: Séculos XIX  e XX. 4.ed. rev. e ampl. São Paulo: Edusp, 1995. p. 1148.


BIBLIOGRAFIA